A alegria de Henrique, eleito bam-bam-bam da última partida, e a tristeza de Lele, o bum-bum-bum, ficou em segundo plano após o duelo da última segunda-feira. Isso porque em uma discussão aberta foi decidido que, a partir da data de hoje, não será mais permitido votar em quem não tem um vínculo mais longo com a instituição “Sosaitch”.
Um dos que encabeçou esse movimento foi Edu, jogador que já mostra sua influência política e que, no final do ano, pode disputar uma vaga na presidência do clube. “Acho que dar bum para avulso é injusto”, afirmou. “E bam é só para quem paga mensalmente, até porque os custos da cerimônia e do troféu não são poucos”.
Segundo Wawa, que organiza toda a festa, as despesas semanais com a eleição passam do casa de um milhão de reais. “Afinal, temos que servir comida e bebida de graça para toda a nação que acompanha os jogos do Sosaitch. É por isso que os jogadores contribuem mensalmente. Caso contrário, eles saíram daqui lucrando”, alegou, explicando finalmente porque os atletas do Sosaitch, apesar de tão famosos e talentosos, têm que pagar para jogar.
Os únicos que não gostaram disso foram os avulsos. Em uma nota oficial da Associação Avulsiana do Sosaitch, eles mostraram sua indignação com o caso. “Quando vocês precisarem de nós para completar pelo menos 12 jogadores, aí vão ver”, ameaçou Henrique. “E tem mais: se juntramos todos os avulsos, montaremos um time bem melhor do que o de vocês”.
Escrito por theoruprecht
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